Segurança Pública do Rio Grande do Sul avança para segunda posição no Ranking de Competitividade dos Estados

O Rio Grande do Sul subiu da terceira para a segunda posição no desempenho da Segurança Pública no Ranking de Competitividade dos Estados. Elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o relatório foi divulgado na quinta-feira (27/8), durante evento que reuniu governadores, pesquisadores e representantes da administração pública, em São Paulo. O item é um dos que tem maior peso no ranking geral, no qual o RS alcançou, em 2026, a melhor posição de sua história no Ranking de Competitividade dos Estados: subiu da quinta para a quarta colocação geral, consolidando uma trajetória de avanço iniciada nos últimos anos.

O pilar Segurança Pública é avaliado por um conjunto de indicadores que medem a efetividade do sistema de justiça criminal, a situação do sistema prisional, a violência letal e patrimonial, a segurança no trânsito e a qualidade das informações criminais.

Em 2020, o Estado estava na nona posição no ranking nacional do CLP neste pilar. Desde então, vem evoluindo de forma consistente ano a ano: em 2022 ocupou a quinta posição, em 2024 subiu para a terceira e chegou à segunda posição pela primeira vez. Os resultados são fruto de esforço coletivo, que envolvem tanto o trabalho integrado das forças de segurança, quanto o investimento contínuo do governo do Estado em segurança pública.

No indicador de Atuação do sistema de justiça criminal, que mede a população prisional acusada de homicídio em relação ao número de homicídios, o Rio Grande do Sul avançou seis posições desde 2019: da 26ª para a 18ª posição no último levantamento.

Em relação ao déficit de vagas, no qual o RS ocupa a 11ª posição, o Estado tem atuado para a ampliação do número de vagas disponíveis no sistema prisional gaúcho. Desde 2019 até o final deste de 2026, o investimento para o sistema prisional gaúcho ultrapassará R$ 1,4 bilhão, mais de 12 mil vagas serão criadas e requalificadas para pessoas privadas de liberdade, além da construção de novas penitenciárias e a compra de equipamentos para o enfrentamento à criminalidade.

Estão em andamento as obras das novas penitenciárias em Caxias do Sul, Rio Grande, São Borja e Passo Fundo, além das reformas do Presídio Estadual de Cachoeira do Sul, do Presídio Regional de Passo Fundo e da Penitenciária Modulada Estadual de Uruguaiana.

Nos últimos anos já foram entregues a nova Cadeia Pública de Porto Alegre, as obras das penitenciárias de Sapucaia do Sul, Bento Gonçalves, Charqueadas II e III, do Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), do Módulo de Segurança Máxima da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, além da reforma e ampliação do Feminino de Rio Pardo e da Penitenciária Estadual de Canoas.

O indicador Segurança Pessoal considera a taxa de mortes violentas intencionais apurada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em 2025, que no RS foi de 11,3. Com esse resultado, o Estado passou da oitava posição, em 2019, para a quarta, em 2026. Neste intervalo, de acordo com dados do Observatório da Segurança Pública da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o número de óbitos por crimes violentos letais e intencionais caíram 38,7%, de 2.158 para 1.324.

Em relação à Segurança Patrimonial, que avalia os roubos totais por 100 mil habitantes a partir do levantamento do FBSP, a evolução é ainda maior, da 22ª colocação em 2017 (referente a 2016) para a 9º em 2026 (com dados de 2025). Segundo o Observatório da SSP, foram 88.465 roubos em 2017 frente a 18.639 no ano passado, uma redução de 78,9%. O próprio FBSP apurou que, em 2025, o Rio Grande do Sul teve a menor taxa de furtos e roubos de celulares entre os Estados brasileiros, com 128,8 ocorrências a cada 100 mil habitantes. Para se ter uma ideia, a taxa média nacional foi de 371,2.

A redução dos indicadores de criminalidade representa a consolidação de um plano de Estado, focado nas ações preventivas e repressivas, buscando resultados de médio e longo prazo. Essa é uma das premissas do RS Seguro, programa de Estado que prioriza a integração entre as polícias, unindo esforços máximos para combater o crime. Para alcançar esses números, o governo investiu, desde 2019, mais de R$ 2 bilhões em novas viaturas, equipamentos e obras, além de realizar ações de inteligência e estratégias específicas nas regiões de maior ocorrência, promovendo um amplo fortalecimento na estrutura de trabalho e no efetivo das forças de segurança.

Texto: Ascom SSP
Edição: Secom