Erechim vem se consolidando, ao longo dos anos, como um polo de turismo de eventos. A cidade atrai visitantes de várias regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e até de outros países — como ocorre durante a realização do nosso Rally. No entanto, uma pergunta se tornou recorrente entre esses turistas: “Como uma cidade como Erechim não possui um shopping center?”. Com a chegada do Enart, o questionamento se repetiu: como pode um município acolhedor e industrial, uma referência no estado, ainda não ter um shopping center?
Recentemente, encontrei uma família de Anta Gorda em frente à prefeitura, tirando fotos. Eram antigos clientes da época em que eu atuava como representante comercial. Eles me questionaram sobre dois pontos: “Como uma cidade tão bonita, industrializada, polo em educação e saúde — inclusive viemos em busca de tratamento médico para minha mãe — e com uma arquitetura rica como a de Erechim, não tem um shopping e um McDonald’s?”.
A justificativa de alguns empresários que já realizaram estudos na cidade é que um shopping tradicional, com lojas de grande porte, não seria viável em Erechim. O modelo que poderia prosperar seria um “shopping de serviços”. Um outro empresário me afirmou que o erechinense tem o hábito consolidado de compras pela internet. Assim, um shopping tradicional acabaria virando, principalmente, um espaço para passear, tomar um sorvete, um refrigerante ou fazer uma refeição ao meio-dia — e, com isso, inviabilizaria o investimento.
Diante disso, fica o questionamento: será que esse modelo híbrido é o caminho? E, para reflexão, pergunto: tivemos algum shopping na região Sul que tenha fechado as portas por falta de consumidores?
Por: Egídio Lazzarotto – 98 FM
