Trajes Oficiais da Corte da Frinape 2026: A história e a identidade cultural de Erechim representadas pela Corte da Frinape 2026

Em 2026, a Frinape celebra 60 anos de história reafirmando seu papel como a maior feira multissetorial do Alto Uruguai e uma das mais importantes do Rio Grande do Sul. Mais do que um espaço de negócios, inovação e entretenimento, a feira também valoriza a história, a cultura e as tradições que formam a identidade de Erechim.

A Corte da Frinape tem a missão de representar a feira e o município nos mais diversos eventos oficiais. Seus trajes constituem um dos principais símbolos dessa representação, traduzindo, por meio da moda, a riqueza cultural das etnias que contribuíram para a formação de Erechim, dos povos originários e da tradição gaúcha.

Para a edição comemorativa dos 60 anos, o traje oficial da Rainha foi desenvolvido especialmente para representar a grandiosidade da Frinape e a história de Erechim. Os trajes das Princesas Étnicas, da Princesa Nativa e da Prenda foram concebidos e confeccionados sob a responsabilidade de suas respectivas etnias, comunidades e instituições representativas, preservando a identidade, os símbolos, os costumes e as tradições de cada cultura.

Cada criação é resultado de pesquisa, estudo e dedicação. Cores, tecidos, bordados, grafismos, acessórios e ornamentos foram cuidadosamente escolhidos para representar elementos históricos e culturais que preservam a memória e valorizam a diversidade que caracteriza Erechim e a Frinape.

Este material apresenta os conceitos que inspiraram cada traje oficial da Corte da Frinape 2026, evidenciando a riqueza cultural presente em cada criação e o significado de seus elementos, que transformam cada vestido em uma representação da história, da tradição e da identidade dos povos que ajudaram a construir Erechim.

Princesa Afro-brasileira: Tauana Marina Satonino

Traje “Origens”

O traje da Princesa Afro-brasileira da Frinape 2026, Tauana Marina Satonino, foi concebido para homenagear uma história que, por muito tempo, permaneceu invisibilizada, mas que sempre esteve presente na formação cultural, social e econômica do Rio Grande do Sul: a história do povo afro-gaúcho. Inspirado no conceito “Origens”, o traje reconhece a presença, a identidade e a contribuição dos afrodescendentes na construção da cultura sul-rio-grandense, valorizando heranças de resistência, ancestralidade e pertencimento.

A história da população negra no Rio Grande do Sul é marcada pela tentativa de apagamento histórico, pelas promessas de liberdade durante as revoluções e pela violência da escravidão nas charqueadas. Ao mesmo tempo, é uma história de resistência e de profunda contribuição para a formação da identidade gaúcha. O conceito do traje busca desconstruir a ideia de um estado formado exclusivamente pela imigração europeia, evidenciando que o Rio Grande do Sul também foi construído pelos braços, pelas mentes e pelos corações negros.

Criado por Monique Rosset e confeccionado pelo Ateliê Babu Gai, o traje apresenta uma releitura sofisticada da saia e da bata tradicionalmente utilizadas pelas mulheres negras, preservando sua essência e transformando-a em uma composição contemporânea. Cada detalhe foi cuidadosamente estudado para representar elementos presentes na cultura afro-gaúcha e em sua influência sobre o cotidiano do Estado.

O principal destaque é o Pala Gaúcho, representado pela manta. Símbolo marcante da cultura gaúcha e de origem indígena, ele ganha uma nova leitura ao remeter aos tecidos tradicionais africanos conhecidos como Rabal, Alaká e Aso Oke, denominação utilizada pelo povo Iorubá. Produzidos artesanalmente em teares, esses tecidos simbolizam prestígio, ancestralidade e identidade cultural. Essa tradição foi trazida ao Brasil e permanece viva entre os afrodescendentes. Adaptado ao clima do Sul, o pala tornou-se proteção indispensável nas lidas do campo e nas batalhas, incorporando-se também ao cotidiano da população negra.

Os grafismos africanos estampados no traje representam diferentes povos que chegaram ao Brasil, entre eles bantos, nagôs, jejes e angolanos. Pela força do trabalho dessas populações, os pampas, as estâncias e as cidades foram transformados. A mão de obra negra sustentou o ciclo econômico do charque e teve papel decisivo na formação demográfica, econômica e cultural do Rio Grande do Sul.

Outro elemento de grande significado é o turbante, símbolo da herança afro-diaspórica. Adaptado aos tecidos e às possibilidades disponíveis em cada época, ele permanece como uma expressão de resistência histórica, identidade e valorização cultural. As rendas presentes na composição fazem referência às vestimentas utilizadas nas religiões de matriz africana, representando espiritualidade, conexão ancestral e respeito às tradições. O Rio Grande do Sul abriga uma das mais expressivas presenças dessas religiões no Brasil, entre elas Umbanda, Candomblé e Batuque.

Os adornos confeccionados artesanalmente com sementes conhecidas como Lágrima de Nossa Senhora (Coix lacryma-jobi) completam a composição. Originária da Ásia tropical, essa planta chegou ao Brasil durante o período colonial e adaptou-se facilmente ao clima gaúcho. Suas sementes são utilizadas há gerações por benzedeiras e comunidades tradicionais na confecção de terços e guias de proteção, simbolizando acolhimento, cura, purificação e a convivência entre a fé católica e as religiões de matriz africana.

O traje também celebra a presença da cultura afro-gaúcha na culinária, no vocabulário, na música e nas manifestações populares. A percussão e a batucada, utilizadas como formas de resistência nas charqueadas e senzalas, influenciaram ritmos tradicionais como o fandango, o vanerão e a milonga. Essa herança permanece viva e presente no cotidiano dos gaúchos, reafirmando que a cultura afro-brasileira constitui parte essencial da identidade do Rio Grande do Sul.

Mais do que um traje oficial, “Origens” é um tributo à memória, à resistência e à riqueza cultural do povo afro-gaúcho, reconhecendo sua contribuição para a construção da história de Erechim, do Alto Uruguai e do Rio Grande do Sul.

 

Princesa Alemã: Karina Marengo Schelle

Inspirado na Primavera da Baviera

O traje da Princesa Alemã da Frinape 2026, Karina Marengo Schelle, nasceu a partir de uma profunda pesquisa sobre a rica herança cultural da Baviera, no sul da Alemanha. Desenvolvido em contato com a própria região bávara, o projeto buscou traduzir, de forma fiel, a essência das tradições germânicas em uma vestimenta digna da representação da etnia na Frinape. A inspiração central da composição é a chegada da primavera aos vales alemães, período que simboliza renascimento, esperança e renovação da natureza, valores que também se refletem no cuidado com os jardins e na preservação das flores, características marcantes das comunidades de imigração alemã no Brasil.

A estrutura do vestido resgata a identidade do tradicional Tracht bávaro. O corpete ajustado apresenta o característico trançado frontal de fitas, conhecido em alemão como Miedergeschnür, elemento que simboliza o entrelaçamento entre o passado e o presente e representa os laços familiares que atravessaram o oceano para construir uma nova história no Brasil. Logo abaixo, uma delicada corrente metálica com medalhas remete à antiga tradição bávara dos ornamentos de herança, utilizados como símbolos de proteção, memória e orgulho das origens. A cor preta do corpete representa a nobreza, a firmeza das tradições e a fertilidade da terra bávara, da qual brotam as mais belas lembranças.

A partir dessa base, surge a saia em delicado tom amarelo-manteiga, inspirada nos primeiros raios de sol da primavera e na suavidade dos amanheceres nos campos alemães. Sobre ela, delicados bordados manuais reproduzem flores silvestres típicas da Baviera, como lavandas, prímulas e margaridas, em nuances de lilás, rosa, branco e verde, formando um conjunto que parece florescer em direção à luz.

Pensado para preservar a imponência do traje sem comprometer o conforto no clima brasileiro, o projeto substitui os tradicionais tecidos pesados por materiais mais leves. As mangas curtas bufantes recebem longas extensões em organza transparente, no mesmo tom da saia, criando movimento e leveza. O tecido remete à névoa que cobre os vales bávaros nas manhãs de primavera, conferindo delicadeza e elegância à composição.

Mais do que representar uma tradição europeia, o traje presta homenagem aos imigrantes alemães que contribuíram para o desenvolvimento de Erechim e preservaram, ao longo das gerações, sua cultura, seus costumes e sua identidade. Cada detalhe traduz respeito às origens e celebra um legado que permanece vivo na história e na diversidade cultural do município.

Princesa Israelita: Gabriela Carolina Szuchman

Traje: “Jerusalém de Ouro” – Yerushalayim Shel Zahav

Inspirado em Yerushalayim Shel Zahav, expressão hebraica que significa “Jerusalém de Ouro” e que dá nome a uma conhecida canção israelense, o traje da princesa israelita Gabriela Carolina Szuchman homenageia a história, a cultura, a fé e as tradições do povo judeu. Cada detalhe da criação foi concebido para transmitir uma mensagem de vida, paz, resiliência e esperança.

O branco, predominante no vestido, simboliza a paz, a luz e a renovação. O dourado, presente nos bordados, nas inscrições hebraicas e nos ornamentos, remete às colinas e às pedras de Jerusalém iluminadas pelo sol. Representa também a riqueza histórica, cultural e espiritual dessa cidade milenar, associada aos reis David e Salomão, ao antigo Reino de Israel e ao Templo de Jerusalém. Cidade de fé e de encontros entre diferentes povos e culturas, Jerusalém é o centro da inspiração do traje.

No centro da criação, a Magen David, Estrela de David, representa a identidade, a união, o pertencimento e a continuidade do povo judeu. A letra hebraica He (ה) expressa a espiritualidade e a conexão com Deus, enquanto as inscrições em hebraico fazem referência à Torá, à preservação da língua e aos ensinamentos transmitidos de geração em geração. Representadas em dourado, essas palavras estabelecem uma ligação simbólica entre a tradição judaica e a luz de Jerusalém.

Entre as inscrições que ornamentam o vestido, destacam-se Chai (חי), que significa “vida”, e Shalom (שלום), que expressa paz, harmonia, proteção e plenitude. Juntas, traduzem o desejo de que a vida seja preservada e de que as futuras gerações possam construir seus caminhos em um ambiente de respeito e esperança.

A resiliência também integra o significado do traje, simbolizando a força de um povo que, mesmo diante de desafios, perdas e adversidades ao longo da história, encontrou caminhos para reconstruir, preservar suas raízes e manter viva sua identidade. É a expressão da capacidade de continuar, sem esquecer o passado e sem deixar de acreditar no futuro.

O manto transparente completa a criação, acrescentando leveza e movimento à apresentação. Seu significado está associado à proteção e ao desejo de que a paz envolva as pessoas, sem apagar suas origens. A transparência transmite uma mensagem especial: a paz pode proteger uma identidade e permitir que sua cultura, sua fé e suas tradições continuem sendo vistas, reconhecidas e transmitidas.

Ao integrar a Corte da Frinape 2026, Gabriela leva muito mais do que um vestido. Leva a representação de uma história milenar, marcada pela memória, pela espiritualidade, pela riqueza de Jerusalém e pela força de um povo que preserva suas raízes enquanto olha para o futuro.

E é com esse significado que a princesa israelita apresenta sua mensagem: “De Jerusalém de Ouro, eu trago comigo a história de um povo, a força de uma identidade, a resiliência de quem continua e uma mensagem para o futuro: Chai — vida. Shalom — paz.”

 

Princesa Italiana: Ana Maria Vendruscolo

Elegância, fé e tradição preservadas através das gerações

O traje da Princesa Italiana da Frinape 2026, Ana Maria Vendruscolo, apresenta uma releitura contemporânea das tradicionais vestimentas femininas utilizadas nas festividades italianas, especialmente inspiradas nas regiões do norte da Itália, de onde partiram muitos dos imigrantes que escolheram o sul do Brasil para construir uma nova vida. A criação preserva elementos históricos da indumentária italiana, traduzindo valores como fé, união familiar, trabalho e respeito às raízes culturais.

A composição é marcada pelo corpete estruturado em veludo preto, sobreposto à saia, inspirado em elementos da moda renascentista presentes em representações históricas e posteriormente incorporados às vestimentas festivas italianas. Além de valorizar a silhueta, esse elemento simboliza a elegância e o refinamento característicos da época. A saia verde representa a esperança, a fertilidade e a forte ligação do povo italiano com a terra e a agricultura, enquanto as rendas brancas remetem à delicadeza, à pureza e à tradição familiar, valores preservados pelas gerações de descendentes.

Na barra do vestido, as franjas douradas fazem referência à tradicional passamaneria, técnica ornamental amplamente utilizada na confecção de roupas e adornos históricos italianos. As mangas amplas em tecido plissado conferem leveza, movimento e imponência ao conjunto, reforçando a inspiração renascentista que caracteriza toda a criação.

Um dos elementos mais significativos do traje está no bordado de partituras musicais presente na parte frontal do avental. O detalhe foi concebido como uma homenagem à família da princesa, que sempre cultivou a música como forma de oração, união e preservação das tradições, especialmente por meio das canções italianas transmitidas entre gerações. Na cintura, um terço simboliza a profunda fé dos imigrantes que deixaram sua terra natal levando consigo seus valores, suas crenças e a esperança de construir um futuro melhor.

Mais do que representar uma tradição, o traje celebra a história da imigração italiana e sua contribuição para a formação cultural de Erechim. Cada detalhe preserva um legado construído pela fé, pelo trabalho, pela família e pelo orgulho das origens, valores que permanecem vivos e continuam sendo transmitidos de geração em geração.

Princesa Nativa: Patrine Farias

A ancestralidade e a força da cultura Kaingang

O traje da Princesa Nativa da Frinape 2026, Patrine Farias, é inspirado na cultura Kaingang, em seus grafismos e na lenda da erva-mate. Sua criação busca traduzir a força de um povo, a profunda ligação com a terra, a ancestralidade e o respeito à sua identidade cultural, valorizando a riqueza simbólica de uma das etnias originárias da região. A composição apresenta uma leitura contemporânea desses elementos, preservando a essência e o significado da cultura Kaingang.

Os grafismos presentes nos bordados constituem um dos principais elementos do traje. Mais do que adornos, representam memórias, saberes e narrativas transmitidas entre gerações, expressando a cosmovisão do povo Kaingang e seu sentimento de pertencimento coletivo. Cada traço preserva uma história e reafirma a identidade de um povo que mantém viva sua cultura ao longo do tempo.

O verde predominante, inspirado na mata e na erva-mate, simboliza a vida, a natureza e a profunda conexão com o território. Os grafismos em preto representam a ancestralidade e revelam, em seus traços, a história e a identidade cultural Kaingang. O vermelho-alaranjado expressa força, energia e conexão espiritual, enquanto o marrom remete à terra, às raízes e à tradição.

Os acessórios completam essa narrativa de significados. Cordões e contas confeccionados com sementes, madeira e elementos naturais representam a comunhão com a natureza, a proteção e a força espiritual. Brincos e pulseiras produzidos com fibras e penas simbolizam espiritualidade, leveza, liberdade e respeito aos ensinamentos ancestrais. O cocar de penas, elemento de grande representatividade, traduz honra, sabedoria e identidade.

Com profundo respeito à cultura Kaingang, o traje da Princesa Nativa da Frinape 2026 celebra uma herança ancestral marcada pela força, pela resistência e pela dignidade. Mais do que representar uma etnia, homenageia um povo que permanece como parte essencial da história, da cultura e da identidade de Erechim e do Alto Uruguai.

Princesa Polonesa: Nátali Thaís Szczygel

A tradição folclórica de Wilanów preservada em cada detalhe

O traje da Princesa Polonesa da Frinape 2026, Nátali Thaís Szczygel, nasceu de meses de pesquisa desenvolvida pela Etnia Polonesa de Erechim e representa um importante trabalho de preservação da cultura e das tradições desse povo. Inédito na história da Frinape, o traje apresenta um recorte da riqueza do folclore polonês por meio da indumentária típica de Wilanów, distrito histórico de Varsóvia, capital da Polônia.

Entre os mais de 80 trajes regionais catalogados no folclore polonês, foi escolhido justamente o traje de Wilanów, região onde está localizado o histórico palácio construído no século XVII como residência de verão do rei Jan III Sobieski. Embora originalmente agrícola, a comunidade desenvolveu forte influência estética da corte e da aristocracia, característica que se reflete em sua indumentária, preservando a tradição popular sem abrir mão da elegância.

Um dos elementos mais marcantes da composição está nos delicados bordados presentes nas mangas da blusa e no lenço. Flores, folhas e elementos da natureza são bordados em preto sobre o tecido branco, formando um contraste característico dessa região da Polônia. Documentos etnográficos apontam que esses motivos foram inspirados nas grades ornamentais e nos jardins do Palácio de Wilanów, levando para o vestuário a beleza da arquitetura e da paisagem local.

A saia e o colete foram confeccionados em tecido jacquard em tons de vermelho. No colete, uma delicada trama dourada acrescenta sofisticação e faz referência à influência da corte sobre o traje tradicional. Em contraste com a camisa branca, o conjunto reproduz as cores da bandeira polonesa — branco e vermelho — reforçando o orgulho das origens e da identidade nacional.

Completam a composição um avental rendado com motivos florais e aplicações de pedrarias, o tradicional colar de contas vermelhas e o lenço sobre a cabeça, peça marcante do vestuário feminino polonês, utilizada historicamente tanto no cotidiano quanto nas celebrações e preservada até hoje como símbolo da identidade cultural.

O traje foi desenvolvido a partir de pesquisa histórica conduzida pelo Grupo JUPEM, em conjunto com a princesa Nátali Thaís Szczygel, e confeccionado pelo Ateliê Cláudia, seguindo referências etnográficas que asseguram fidelidade à indumentária original. A criação representa o compromisso da Etnia Polonesa de Erechim em preservar e divulgar seu patrimônio cultural, mantendo viva uma história transmitida de geração em geração.

Prenda da Frinape 2026: Ana Laura dos Anjos de Oliveira

A elegância da tradição gaúcha

O traje oficial da Prenda da Frinape 2026, Ana Laura dos Anjos de Oliveira, presta homenagem a uma das mais importantes representações da cultura gaúcha. O vestido de prenda é uma criação do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), que, a partir de 1948, desenvolveu uma indumentária destinada a representar a mulher gaúcha, preservando sua identidade e seus valores culturais.

Em reconhecimento à importância desse patrimônio tradicional, o vestido de prenda foi oficializado, em 1989, por lei estadual, tornando-se o traje de honra do Rio Grande do Sul. Ao longo das décadas, a indumentária evoluiu, acompanhando novas técnicas de confecção e materiais, sem perder as características que a transformaram em um dos principais símbolos da tradição gaúcha.

Criado exclusivamente para representar a Prenda da Frinape 2026 e da Expo Erechim 2027, o vestido foi desenhado pelo Traço Gaúcho e confeccionado pela Prenda Rosa. A composição apresenta corte na cintura e saia em panos confeccionada em crepe, enquanto as mangas também são produzidas no mesmo tecido. A saia em crepe musseline com efeito plissado acrescenta leveza e movimento à criação.

Os detalhes enriquecem ainda mais a composição. Fitas de veludo aplicadas na barra da saia, rendas distribuídas por todo o vestido e também no cinto, recortes em viés na região do busto, aplicações de guipir, acabamentos em fita de veludo, fechamento em zíper e botões forrados conferem elegância, delicadeza e acabamento refinado ao traje.

Mais do que uma indumentária oficial, o vestido representa a valorização das tradições do Rio Grande do Sul e o compromisso da Frinape em preservar a cultura gaúcha. Cada detalhe reafirma o respeito à história do tradicionalismo e à figura da prenda como símbolo de elegância, identidade e orgulho das raízes rio-grandenses.

Rainha da Frinape 2026: Paloma Carvalho de Lima

Traje “Raízes”

Inspirado na grandiosidade da realeza medieval e concebido para representar a identidade da Frinape 2026, o traje da Rainha traduz, em cada detalhe, tradição, elegância e pertencimento.

Confeccionado em zibeline diagonal na tonalidade azul-petróleo, o vestido revela diferentes nuances conforme a incidência da luz, conferindo profundidade, sofisticação e imponência à composição.

Seu bordado exclusivo foi desenvolvido a partir das formas orgânicas das raízes, elemento que inspira a identidade visual da Frinape 2026. Os desenhos se estendem por toda a composição em delicadas ramificações que evocam nossas origens, os vínculos que nos unem e o crescimento construído ao longo das gerações. Na barra, essas linhas se expandem em um movimento contínuo, simbolizando uma história que permanece viva e segue em constante evolução. O colo alto, delicadamente emoldurado por aplicações bordadas, estabelece uma transição harmoniosa entre o vestido e a capa, reforçando a imponência e a unidade da composição.

A sobre-saia, também confeccionada em zibeline azul-petróleo, acrescenta volume e imponência à silhueta, remetendo aos trajes cerimoniais da realeza medieval e reforçando a presença marcante da Rainha.

A capa, um dos elementos mais simbólicos da criação, foi concebida em duas composições. Na parte superior, o delicado tule bordado envolve os ombros da Rainha com desenhos inspirados em raízes, formando um abraço que simboliza os vínculos construídos, ao longo dos 107 anos, entre a comunidade e a ACCIE. Na parte inferior, a zibeline oculta delicadamente parte dos bordados do vestido, revelando-os apenas em seu interior. Esse jogo entre ocultar e revelar cria um elegante efeito de profundidade que remete às raízes invisíveis: aquelas que, mesmo escondidas, sustentam nossa história, fortalecem nossa identidade e permitem que ela continue florescendo.

Mais do que um traje de gala, esta criação representa a evolução de uma tradição. Um vestido concebido para marcar uma nova edição da Frinape, preservando sua essência e eternizando, em cada detalhe, a história de um povo que honra suas origens enquanto constrói o futuro.

Coroa

A Coroa da Rainha da Frinape 2026 foi criada para representar a essência de Erechim e da sua gente. Seu design traz a engrenagem, símbolo da ACCIE, representando o trabalho, o empreendedorismo e a força que impulsionam o desenvolvimento da nossa cidade. Os detalhes ornamentais remetem às raízes culturais das etnias que construíram nossa história, valorizando a diversidade, a união e as tradições que fazem parte da identidade de Erechim. Cada elemento celebra o passado, honra o presente e inspira o futuro da nossa comunidade.

Por assessoria