A nova reforma tributária, que começará sua implementação gradual em 2026, marca a transição de um sistema focado na produção para um modelo baseado no consumo. Com isso, espera-se que acabe a “guerra fiscal” entre municípios e estados. Entretanto, os pequenos municípios brasileiros enfrentarão reflexos diretos, e a região da Amau e da Amunor não é exceção.
Com a entrada em vigor da reforma tributária nos próximos anos, os pequenos municípios que possuem uma grande produção agrícola e uma população consumidora reduzida perderão significativamente. Na região da Amau, Aratiba deverá perder aproximadamente 80% de sua arrecadação, uma vez que é um grande produtor de energia elétrica, principalmente com a Usina de Itá, mas possui uma população consumidora muito baixa. Outro município que fez grandes investimentos na produção de aves e suínos é Barra do Rio Azul, que também deverá enfrentar perdas consideráveis na arrecadação. Os únicos dois municípios na região do Alto Uruguai que não devem perder arrecadação são Erechim e Getúlio Vargas.
Já na região da Amunor (região Nordeste), os dois municípios que não devem perder arrecadação com a nova reforma tributária são Tapejara e Sananduva. Pelo que senti ontem, na reunião inédita da Amau e da Amanort em Centenário, existe uma grande preocupação dos prefeitos das duas regiões com relação às suas cidades. Com certeza teremos muitas manifestações no futuro, tanto em Brasília quanto em Porto Alegre. Isso deve ampliar ainda mais a caravana do “pires vazio” rumo à bancada gaúcha.
Por: Egídio Lazzarotto
Foto: Matheus Wescheifelder
