O presidente da CPI dos Pedágios, deputado Paparico Bacchi, afirmou que as falhas do Bloco 2 vêm sendo denunciadas desde 2025. O edital foi lançado antes da análise terminativa do TCE, gerando insegurança jurídica e comprovando o açodamento do Governo. O adiamento do leilão é consequência direta da atuação firme da CPI.
A CPI está demonstrando que o projeto não estava pronto. O próprio secretário admitiu que as projeções são apostas sobre o crescimento do país e que só o tempo dirá se estavam corretas. Ainda assim, o risco foi parcialmente transferido ao Estado: se der lucro, fica com a concessionária; se a previsão falhar, o contribuinte divide a conta.
Não somos contra obras nem contra investimento. Somos contra transformar o cidadão em garantidor de aposta econômica. O Rio Grande precisa de estradas, mas precisa de um modelo justo, transparente e responsável. A CPI seguirá até o fim, sem recuar, em defesa dos gaúchos.
