Pré-candidato a deputado federal pelo Podemos foi entrevistado na Rádio 98 FM de Erechim
O Vereador e pré-candidato a Deputado Federal pelo Podemos, Rony Gabriel, foi o entrevistado da manhã desta quarta-feira (09) no Estúdio 98 da Rádio 98 FM de Erechim. Durante a conversa, ele analisou a atuação do Congresso Nacional, os desafios da saúde pública e apresentou propostas para uma gestão mais eficiente dos recursos.
Segundo Rony Gabriel, atualmente boa parte das verbas livres do governo federal está concentrada no Legislativo. “Um deputado que não está numa comissão ou à frente de uma liderança na Câmara tem hoje em torno de 60 a 64 milhões para investir por ano em emendas”, afirmou. Ele reconheceu que esse cenário, por um lado, tornou-se um “refúgio” para municípios menores, mas, por outro, alertou para o lado negativo: “Acaba se tornando uma compra de votos velada, infelizmente. Fazem aquela política do ‘olha, vou te entregar 300 mil reais de emenda, mas quero tantos votos'”.
O pré-candidato destacou que investigar o Executivo é uma coisa, mas apurar a conduta de 513 deputados é muito mais complexo. Ele ressaltou que a importância de ter um representante federal cresceu dez vezes nos últimos 15 anos, não apenas para articulação de projetos de desenvolvimento, mas também para garantir recursos. “Com a reforma tributária aprovada, cidades menores terão muitas dificuldades. Erechim, por ser maior e industrializada, não sofrerá tanto, mas os municípios do entorno vão precisar de deputados investindo em saúde, educação e infraestrutura”, ponderou.
Saúde: déficit do Santa Terezinha é prioridade
Questionado sobre o que faria na área da saúde se eleito, Rony Gabriel foi direto: “Minha prioridade, sendo daqui, é zerar o déficit do Hospital Santa Terezinha”. Ele explicou que o hospital opera atualmente com um saldo negativo de cerca de R$ 10 milhões. “Com o déficit zerado, fornecedores e médicos são pagos, salários em dia e, com o hospital equilibrado, conseguimos fazer investimentos. Não estamos saindo do ponto zero, e sim do ponto menos 10 milhões.”
O pré-candidato mencionou visitas a hospitais em todo o Estado, incluindo quatro apenas na região de Frederico Westphalen. Ele observou que pacientes daquela área vêm para Erechim fazer oncologia. “Investir na região ao lado é desafogar aqui também.” Citou ainda a construção de um hospital que está em andamento em Herval Grande, que pode atender toda aquela região, além de investimentos possíveis em também em Barão de Cotegipe, Getúlio Vargas e Aratiba, entre outras cidades menores do Alto Uruguai.
Defesa da regionalização e integração do SUS
Rony Gabriel se declarou “totalmente defensor da regionalização da saúde”. Para ele, é preciso descentralizar as especialidades e referências para que os pacientes não precisem se deslocar diretamente a Passo Fundo ou Porto Alegre. “Isso se faz com novos leitos, equipamentos e profissionais”, afirmou, criticando a defasagem de cerca de 50% na tabela SUS no país, o que dificulta a contratação de profissionais. “O que temos hoje, em muitos lugares, é o programa Mais Médicos, com profissionais formados no exterior ou que ainda não passaram no Revalida.”
Como proposta concreta, o pré-candidato disse que pretende apresentar na Câmara Federal um projeto de lei para a criação de um sistema integrado de saúde. “É simples: você faz um exame numa UBS, é encaminhado a um hospital, e lá pedem o mesmo exame novamente porque não há integração. Depois, mandam para outra cidade, e pedem tudo de novo. São três vezes o mesmo exame. A economia de tempo e dinheiro seria enorme. O recurso que sobrar pode ser usado para atualizar a tabela SUS. Isso é possível em todo o Brasil, mas falta vontade política e uma lei do marco da integração da saúde.”
A entrevista foi conduzida no estúdio 98 da Rádio 98 FM, e o pré-candidato reforçou seu compromisso com a região e com uma atuação fiscalizadora e propositiva em Brasília.
Por: Edson Machado – Jornalismo 98
