O prefeito Polis deverá enfrentar um grande desafio nos próximos dois anos: encontrar um candidato para sucedê-lo nas eleições de 2028, garantindo o apoio dos sete partidos que formam a base da atual administração.
Se a federação União Progressista se mantiver unida, a situação será favorável. No entanto, se o União Brasil e os Progressistas se dividirem, o cenário mudará. O nome que ganha força dentro do União Progressista é o do secretário Jakson Arpini, enquanto o vereador Araújo é pré-candidato a deputado federal.
Outra questão envolve o PSDB, do vice-prefeito Flávio Tirello. Se ele ingressar no PSD, conseguirá o apoio da maioria dos ex-tucanos e dos atuais secretários Emerson Schelski, Wallace Soares e William Racoski?
Por outro lado, Emerson Schelski e Marcelo Arruda também têm pretensões de concorrer à majoritária em 2028. Arruda, que ainda tem a eleição para deputado pela frente, se tiver sucesso, permanecerá na Assembleia Legislativa. Há quem diga que Arruda tem seu domicílio eleitoral na Barra do Rio Azul, mas ele reside em Erechim e possui empresas na cidade, o que facilitaria a transferência do seu domicílio eleitoral.
O MDB vive um momento de incerteza: quem seria o nome capaz de manter o partido unido e que teria o apoio da maioria dos partidos da base do atual governo? Sem dúvida, o nome que poderia contar com o apoio unânime dos emedebistas e dos partidos da base seria o de Carlos Polis, irmão do atual prefeito. Contudo, existe um empecilho jurídico, pois o prefeito Polis teria que renunciar ao seu mandato nove meses antes da eleição, e o vice Flávio assumiria o cargo de prefeito. Se isso acontecer, como ficaria a relação de Flávio com os demais partidos da base e com o próprio MDB, já que ele vem manifestando a intenção de ser candidato a prefeito em 2028 e já estaria buscando apoio de outros partidos?
Flávio poderia fortalecer seu PSDB ou trocar um partido de centro por uma legenda de direita, como o Republicanos, mas como ficariam os históricos desse partido, que vem mantendo viva a legenda?
Na minha opinião, faltando dois anos para as eleições de 2028, Flávio Tirello poderá ser prefeito de Erechim ainda nesta legislatura; tudo depende dele próprio e de suas ambições futuras.
Se Carlos Polis não puder concorrer por ser irmão do prefeito, o MDB pode se transformar numa “torre de Babel”, com vários nomes acreditando que podem ser candidatos a prefeito. Aí poderemos ter de volta o MDB dos conflitos internos, totalmente dividido.
Por: Egídio Lazzarotto –
