O governador Eduardo Leite anunciou, em coletiva de imprensa no Palácio Piratini nesta terça-feira (3/3), a redução da tarifa quilométrica e a alteração da data do leilão do Bloco 2 de rodovias, conjunto de estradas que abrange trechos no Vale do Taquari e no Norte do Rio Grande do Sul. Ao lado de Leite, participaram do anúncio os secretários Pedro Capeluppi (Reconstrução Gaúcha) e Juvir Costella (Logística e Transportes), além do chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e do procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa.
A principal mudança comunicada foi a redução da tarifa por quilômetro de R$ 0,19 para R$ 0,18, queda de 5%, após contribuições técnicas apresentadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) em um novo relatório. O governo destacou que a revisão busca aumentar a consistência do projeto e dar mais segurança jurídica e previsibilidade ao processo de concessão.
Destaque regional: impacto no Bloco 2 e na ERS-135 (Erechim–Passo Fundo)
Para a região Norte, o Bloco 2 ganha atenção especial por envolver e influenciar a lógica de deslocamento e integração logística, com reflexos diretos em corredores como a ERS-135, que conecta Erechim a Passo Fundo — rota estratégica para mobilidade, escoamento de produção, acesso a serviços e circulação intermunicipal. A redução da tarifa por quilômetro sinaliza uma tentativa do Estado de recalibrar o projeto diante das análises técnicas, mantendo a atratividade ao investidor, mas respondendo à demanda pública por modicidade tarifária.
Transparência, ajustes no edital e novo cronograma
Segundo o governo, o TCE-RS analisou 49 itens no processo de auditoria. Desse total, 44 pontos foram considerados sanados ou esclarecidos, e cinco ajustes serão incorporados na republicação do edital, prevista para a primeira quinzena de março — incluindo a atualização do valor tarifário.
Com a alteração do projeto, o leilão, que ocorrerá na B3, em São Paulo, foi reprogramado para maio ou junho, enquanto a assinatura do contrato ficou prevista para outubro deste ano. Eduardo Leite afirmou que o relatório não aponta irregularidades e, ao contrário, reconhece a coerência técnica do modelo.
“Não houve qualquer apontamento de irregularidade. Pelo contrário, o relatório atesta a aderência técnica e a coerência metodológica do projeto, seguindo as melhores práticas”, declarou o governador, ao defender que as contribuições incorporadas tornam o processo “mais claro, transparente e seguro”.
