Com a realização de duas conferências, teve sequência na noite de terça-feira (15), o 33º Fórum de Estudos das Ciências Jurídicas e Sociais da URI.
Na primeira palestra, o advogado criminalista e perito em Computação Forense, Casseano Barbosa, destacou que as provas digitais podem ser classificadas em dois grupos. As de primeiro grau correspondem a informações geradas originalmente em ambiente digital, como e-mails e textos publicados na internet. As de segundo grau são registros de acontecimentos do mundo físico armazenados eletronicamente, como fotografias, vídeos e áudios.
A exposição tratou ainda do acesso da defesa aos materiais obtidos em investigações, da utilização de dados de Estações Rádio Base (ERBs) e geofencing, do código hash para verificação da integridade de arquivos e de ferramentas periciais como Cellebrite Reader e IPED. A cadeia de custódia, que registra os agentes e procedimentos envolvidos no manuseio da evidência desde a apreensão, também integrou o conteúdo.
Na sequência, o Procurador de Porto Alegre, Igor Maciel, tratou do planejamento de carreira e preparação para concursos públicos. Professor de Estratégia de Carreiras Jurídicas, apresentou as estratégias na elaboração de um edital padrão, reunindo conteúdos comuns aos concursos pretendidos. Para a carreira em procuradorias, Maciel citou Direito Administrativo, Constitucional, Tributário e Processo Civil como disciplinas centrais. Também orientou sobre o estabelecimento de submetas e a participação em concursos intermediários, chamados de “concursos escada”, além do planejamento financeiro e da organização de horários destinados aos estudos. Também apresentou possibilidades de atuação nas procuradorias municipais e a relação entre a preparação para a OAB e os estudos para concursos públicos.
Por: Setor de Comunicação Social e Eventos URI
