Projeto técnico, desenvolvido e doado pela prefeitura, foi entregue ao governo estadual; obra é aguardada há mais de 30 anos pela região
O prefeito de Erechim, Paulo Polis, anunciou nesta terça-feira (14) que a construção da nova Ponte do Rio Tigre, localizada na ERS-477, já conta com recursos assegurados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito após uma reunião em Porto Alegre com o secretário de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, onde foram discutidos os avanços para a concretização da obra, uma demanda histórica da região do Alto Uruguai .
A ponte atual, que opera em mão única, é considerada um gargalo crítico para a segurança viária e o escoamento da produção regional. A nova estrutura a ser construída vai duplicar a capacidade de tráfego e acabará com o estrangulamento em um trecho de intenso fluxo de veículos pesados e de passeio, que liga Erechim a cidades como Centenário, Áurea, Carlos Gomes e à região nordeste do estado .
Município cede projeto e viabiliza obra
A Prefeitura de Erechim teve um papel fundamental para a aceleração do processo ao contratar, desenvolver e atualizar o projeto técnico da nova ponte, que foi doado ao Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (DAER). O projeto, no entanto, precisou passar por revisões e adequações técnicas solicitadas pelos órgãos estaduais antes de ser aprovado. Em março de 2026, o prefeito Paulo Polis esteve no DAER para entregar a versão atualizada, que incluía as informações complementares exigidas, atendendo a todas as pendências para a liberação da licitação . O esforço da administração municipal foi constante, com diversas viagens a Porto Alegre para negociar e cobrar agilidade do governo estadual .
Licitação e início das obras
Agora, com os recursos assegurados, a expectativa é que o edital de licitação seja publicado em breve pelo DAER. A nova Ponte do Rio Tigre é considerada uma obra estratégica não apenas para Erechim, mas para toda a logística regional, sendo aguardada como uma solução definitiva para um dos pontos mais perigosos e congestionados da malha viária do Alto Uruguai.
Por: Edson Machado – Jornalismo 98
