O anúncio do ex-deputado Beto Albuquerque de que vai reassumir a presidência estadual do PSB reacende o debate sobre o futuro da sigla em diferentes regiões do Rio Grande do Sul — e, em Erechim, a movimentação pode mexer com o tabuleiro político local.
A principal pergunta, a partir dessa mudança no comando estadual, é objetiva: o PSB em Erechim seguirá como está ou vai aproveitar o novo ciclo para se reorganizar mirando 2028? Nos bastidores, o retorno de Beto ao centro das decisões pode abrir espaço para uma reaproximação com lideranças históricas que já passaram pela legenda ou mantêm vínculos políticos e pessoais com o ex-parlamentar.
Entre os nomes lembrados está o do ex-vereador Alê Dalzzotto, que foi candidato a deputado estadual pelo PSB. Também entra no radar a situação da vereadora Carla Talgatti, atualmente no Cidadania. Com a expectativa da janela partidária — período em que vereadores podem trocar de partido — cresce a especulação sobre qual será o caminho adotado por Carla: manter o alinhamento com a deputada Any Ortiz, hoje nos Progressistas, ou se aproximar do PSB com a volta de Beto Albuquerque ao comando estadual.
Outra figura importante na história recente do PSB que deixou o partido foi o vice-prefeito Flávio Tirello. Ele saiu logo após Beto deixar a presidência estadual da legenda e ingressou no PSDB. Flávio já concorreu a prefeito pelo PSB e também foi vice na chapa de Polis, num período em que, segundo aliados e observadores da cena política local, viveu seu melhor momento político dentro do partido. A relação histórica também pesa: seu pai, Luiz Tirello, mantinha forte amizade com Beto Albuquerque.
Hoje, no entanto, Flávio constrói sua base com foco nas igrejas evangélicas, onde vem ampliando presença e capital político, e seu posicionamento é visto como mais alinhado à direita do que ao campo tradicional associado ao socialismo democrático. Esse novo perfil pode ser decisivo para entender se haverá, ou não, qualquer reaproximação partidária no futuro.
Com o PSB tentando reencontrar espaço no cenário estadual e reorganizar palanques regionais, Erechim passa a ser um ponto de observação: a sigla vai apostar em recompor quadros e estrutura, atraindo antigos nomes, ou seguirá com o formato atual? A resposta tende a aparecer nos próximos movimentos de bastidor e, principalmente, na costura política visando as eleições municipais de 2028.
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