Banalização das concessões de homenagem volta ao debate na Câmara de Vereadores de Erechim

A recorrência de concessões de homenagens na Câmara de Vereadores de Erechim reacendeu o debate sobre a banalização desse instrumento legislativo. O excesso de moções e reconhecimentos formais destinados a empresas, entidades e personalidades tem provocado desconforto entre os próprios homenageados, que muitas vezes comparecem às sessões apenas para evitar constrangimentos ao proponente e ao Parlamento.

Em entrevista à 98 FM, o vereador Claudemir de Araújo afirmou que parte das indicações tem sido utilizada como estratégia eleitoral. “Há vereadores que usam essas homenagens como forma de campanha, acreditando que isso poderá render votos. Muitas são merecidas, mas, com a banalização, alguns até se sentem constrangidos ao receber. Eu e o vereador Gustavo apresentamos um projeto para regulamentar essas iniciativas e evitar excessos”, declarou.

A vereadora Sandra Picoli também reforçou a necessidade de critérios mais claros.
“Homenagem é atribuição do vereador, mas cada um deve avaliar com responsabilidade quem realmente merece receber”, disse.

Apesar de reconhecer a prerrogativa parlamentar, a avaliação predominante entre os críticos é que o tema precisa passar por regulamentação antes de chegar ao plenário. A justificativa é que votar contra uma homenagem — ainda que por excesso de propostas — gera desconforto tanto ao proponente quanto aos demais vereadores, além de expor o próprio homenageado a uma situação indelicada.