Bagre Fagundes, ícone da cultura gaúcha, morre aos 86 anos

Euclides Fagundes Filho, conhecido artisticamente como Bagre Fagundes, morreu neste domingo (2) em Porto Alegre aos 86 anos. A confirmação foi feita pelo filho Ernesto Fagundes. Bagre estava internado no Hospital Ernesto Dornelles desde maio, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua residência na capital.

O velório será realizado no Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, em Porto Alegre, a partir das 10h desta segunda‑feira (3), com encerramento previsto para as 16h. Até a última atualização não havia informações sobre o horário e local do sepultamento.

Trajetória e legado
Nascido em Uruguaiana e criado em Alegrete, Bagre construiu carreira multifacetada: além de músico, foi advogado formado pela Universidade de Cruz Alta, atuou como vereador em Alegrete, jogador e árbitro de futebol, presidiu o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e colaborou como colunista no jornal Diário Gaúcho. Integrante do conjunto familiar Os Fagundes, ficou marcado na música gaúcha ao lado do irmão Nico Fagundes; juntos compuseram “Canto Alegretense”, uma das canções mais emblemáticas do estado.

Vida pessoal
Era filho de Euclides Fagundes (1899–1981) e Florentina Fagundes (1902–1990) e cresceu entre seis irmãos e cinco irmãs. Foi casado por mais de seis décadas com Marlene Vilaverde, com quem teve quatro filhos: Euclides (Neto Fagundes), Ernesto, Luciana e Paulinho.

A partida de Bagre Fagundes representa a perda de uma referência da tradição e da música regional gaúcha, cujo repertório e atuação pública deixaram marca duradoura na cultura do Rio Grande do Sul.