Secretário Edgar Marmentini detalhou em entrevista os entraves burocráticos e ambientais que atrasaram o início da construção, além de atualizar situação da ponte do Rio Tigre
Em entrevista concedida ao Estúdio 98 da Rádio 98 FM na manhã desta quarta-feira (29), o Secretário de Gestão e Governança de Erechim, Edgar Marmentini, trouxe atualizações sobre dois dos principais gargalos de infraestrutura que afetam o município: a construção do novo presídio e a situação da ponte do Rio Tigre. De acordo com o secretário, a licitação para o presídio foi concluída há dois anos, e a prefeitura, embora não seja a responsável direta pelas obras, tem atuado para viabilizar os projetos .
O principal entrave para o início da construção do presídio, segundo Marmentini, envolveu questões ambientais e de realocação. O município havia doado uma área de 105 mil metros quadrados no Horto Florestal para a obra. No entanto, uma vistoria constatou que o terreno era próximo a diversas nascentes e áreas de mata nativa, o que inviabilizava a construção no local. A prefeitura, então, precisou buscar uma nova área e refazer todo o processo de georreferenciamento, o que demandou cerca de seis meses .
Além disso, a solução encontrada foi realocar a sede do Horto Florestal para uma região mais baixa do mesmo terreno, o que exigiu novos trâmites. “Foram mais seis meses para a licitação e construção dos pavilhões da nova sede”, explicou o secretário. O secretário confirmou que, na última terça-feira (28), o aditivo contratual foi assinado e publicado no Diário Oficial, autorizando o início do cronograma da obra. Contudo, Marmentini fez questão de esclarecer que o “start” das obras significa que a empresa contratada dará início aos processos para obtenção das licenças ambientais, que são diversas, incluindo algumas de responsabilidade municipal e outras da FEPAM. A estimativa é de até 150 dias para a conclusão desse processo, após o que as obras de fato começarão, com prazo de dois anos para entrega pela empresa.
O secretário também comentou sobre a ponte do Rio Tigre, outro projeto aguardado pela população e que também não é de responsabilidade direta da prefeitura. “A ponte do Rio Tigre parece que não tem fim”, desabafou Marmentini, referindo-se à demora na duplicação da estrutura na ERS-477. A prefeitura, ciente da necessidade, já entregou o projeto técnico atualizado ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) para que o governo estadual possa dar andamento à licitação da obra, que é uma demanda histórica da região . O projeto foi desenvolvido pelo município e doado ao Estado como forma de agilizar o processo, que inclui a construção de uma nova ponte ao lado da existente . A expectativa, conforme informações do DAER, é que a licitação seja lançada até o fim de abril.
Por: Edson Machado – Jornalismo 98
