A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul vota, nesta terça-feira (7), a prorrogação por mais 60 dias da CPI dos Pedágios, considerada decisiva para aprofundar a análise do modelo de concessões rodoviárias proposto pelo governo do Estado. O presidente da comissão, o deputado Paparico Bacchi, alerta para os impactos diretos da proposta, que prevê a instalação de 58 praças de pedágio, o que na prática representa 116 pontos de cobrança considerando ida e volta, com tarifas elevadas que devem atingir trabalhadores, produtores rurais, o setor produtivo e as famílias em todo o território gaúcho.
O parlamentar também questiona a condução do governo, destacando que o Estado vive um momento com recursos disponíveis em caixa, mas ainda assim opta por transferir à iniciativa privada a execução das obras, com custo direto à população. Segundo ele, a CPI já produziu resultados concretos, como a suspensão do leilão previsto para março, a revisão de valores e o aumento da transparência no debate. Diante da votação, reforça a necessidade de mobilização e presença dos deputados em plenário, em uma decisão que pode influenciar diretamente o futuro da infraestrutura rodoviária no Rio Grande do Sul.
