Aumento de 20% nos atendimentos do Pronto Socorro do Santa Terezinha acende alerta para síndromes respiratórias

Diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha alerta para a superlotação da emergência e reforça a importância da atenção básica e da prevenção

O Pronto Atendimento do Hospital Santa Terezinha em Erechim registrou, nos últimos 15 dias, um aumento significativo na procura por serviços de saúde. A média diária, que normalmente gira em torno de 270 a 280 atendimentos, saltou para 350, o que representa uma alta de 20%. O dado foi revelado pelo Diretor Executivo da Fundação Hospital Santa Terezinha, Rafael Martins Ayub, em entrevista ao programa Estúdio 98, da rádio 98 FM, na manhã desta quarta-feira (27).

Segundo Ayub, o movimento já havia sido observado no início de maio, em sintonia com a declaração de emergência sanitária feita pelo governo do estado em razão do aumento da Síndrome Respiratória Aguda (SRA). No entanto, foi a partir do dia 15 deste mês que o número de pacientes na unidade aumentou.

“A nossa estrutura não tem como ser ampliada. Alguns falam em colocar mais médicos, mas não temos nem estrutura de consultório para isso. O problema hoje não seriam mais médicos, mas sim conseguir estruturar uma atenção básica forte que possa atender a comunidade”, afirmou o diretor.

Ayub explicou que, apesar do alto volume, o hospital nunca deixou de atender ninguém. A classificação de risco tem garantido prioridade aos casos mais graves. A média de espera para atendimento é de 98 minutos, mas há situações em que pacientes com quadros menos urgentes aguardam um pouco mais.

“Pacientes que chegam com dor há quatro, seis dias, ou aqueles que só querem um atestado, acabam fazendo com que a gente perca tempo e não consiga atender quem realmente precisa”, lamentou.

O diretor também destacou que, felizmente, as síndromes respiratórias não têm gerado um grande número de internações. Atualmente, duas crianças estão internadas com testes positivos ou contato com familiares infectados. Na semana passada, no entanto, houve o registro de um óbito de uma idosa com comorbidades.

“O vírus agrava quadros em pessoas que já têm comorbidades, assim como era com a Covid. Precisamos voltar àquela cultura de higienização, lavagem das mãos, proteção das vias respiratórias e vacinação em dia”, reforçou Ayub.

A Prefeitura, por meio do prefeito Polis e do secretário de Saúde, Vianei, já realiza ações nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e na Esquina Democrática, voltadas tanto à campanha do agasalho quanto à vacinação de grupos de risco. A expectativa é de que, em breve, haja doses suficientes para ampliar a imunização para toda a comunidade.

O diretor finalizou com um apelo à população: que, ao apresentar sintomas gripais leves, evite a superlotação das emergências, use máscara, mantenha os ambientes ventilados e busque primeiro as UBSs. “O Santa Terezinha nunca vai deixar de atender ninguém, mas quanto mais gente procurar a emergência, mais tempo demorarão os casos menos urgentes”, concluiu.

Por: Edson Machado – Jornalismo 98