Com a ausência de Paulo Polis no pleito municipal de 2028, o cenário político de Erechim começa a ganhar novos contornos. A cada dia, surge um nome diferente apontado como possível candidato à Prefeitura.
O resultado da eleição para deputado em Erechim deixou um recado claro: antes de pensar em disputar o Executivo municipal, é preciso estar próximo das comunidades. Participar de jantares, reuniões e eventos nos bairros será fundamental para quem pretende conquistar votos.
A simples presença em espaços tradicionais, como o Clube Atlântico, o Clube do Comércio, a CDL, o Ypiranga e a ACCIE, não será suficiente. Quem permanecer restrito à região central ou aos círculos da chamada alta sociedade poderá enfrentar dificuldades nas urnas.
Um exemplo é Marcelo Arruda. Embora tenha construído sua trajetória política em Barra do Rio Azul, onde foi prefeito, ele passou a participar de eventos nos bairros de Erechim. A estratégia contribuiu para ampliar sua presença junto ao eleitorado.
Mas como Rony Gabriel conseguiu uma votação expressiva sem visitar os bairros com a mesma intensidade? A resposta passa por dois fatores: a mobilização da comunidade em torno da ideia de eleger um deputado federal de Erechim e o forte uso das redes sociais.
Para quem pretende disputar a Prefeitura em 2028, a lição é evidente: será necessário rever posturas e estabelecer uma relação mais próxima com os moradores dos bairros e do interior. Sem isso, a caminhada eleitoral poderá ser bastante difícil.
Muitos dos possíveis candidatos talvez ainda não tenham percebido a dimensão de algumas regiões da cidade. A área do Grande Atlântico, por exemplo, é uma das mais populosas de Erechim, reunindo mais de 35 mil pessoas em seis bairros e um condomínio de alto padrão.
Além da presença junto às comunidades, outro desafio será financeiro. Quantos desses postulantes terão R$ 500 mil para dar o primeiro passo em uma campanha eleitoral? Em 2028, não bastará ter um nome conhecido ou circular entre lideranças tradicionais. Será preciso presença, organização, recursos e, principalmente, conexão real com a população
Por Egidio Lazzarotto
