Educação é “matéria-prima do futuro” e exige agenda diária, defende prefeito Polis em entrevista na 98 FM

Prefeito reforçou investimentos, qualificação de professores e cobrança por resultados em um dos setores mais estratégicos para o futuro de Erechim

Durante o tradicional programa “Café com o Prefeito” na manhã desta sexta-feira (31), na Rádio 98 FM, o prefeito Paulo Polis colocou a educação municipal no centro do debate e afirmou que o tema precisa estar na agenda diária da administração pública. Em uma fala que mesclou dados, reconhecimento e exigência, Polis traçou um raio-x do sistema educacional do município e destacou os pilares que, segundo ele, sustentam a qualidade do ensino oferecido pela rede pública local.

Polis iniciou sua participação dimensionando a estrutura da educação em Erechim. Atualmente, o sistema municipal conta com 8 mil estudantes, distribuídos em 19 escolas municipais e 5 anexos, totalizando 24 espaços escolares. Esse número, somado à rede privada – que também possui 24 instituições –, forma um ecossistema que atende milhares de famílias na cidade.

“Temos que criar um cenário para que a educação se desenvolva. E isso passa por pilares fundamentais”, afirmou o prefeito, listando a valorização dos professores como o primeiro e mais importante deles. Segundo Polis, o município tem investido pesado na formação e remuneração dos educadores: 70% a 80% dos professores municipais possuem pós-graduação20% já têm mestrado ou estão cursando, e muitos também concluíram doutorado. O prefeito fez questão de reconhecer o papel da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS) nesse processo, que qualificou grande parte desses profissionais.

“Temos plano de cargos e salários, plano de carreira e nenhum professor recebe menos que o piso nacional. Sim, é obrigação, mas a grande maioria dos municípios médios e grandes não cumpre essa obrigação. Nós antecipamos e sempre colocamos o piso, e, quando possível, damos aumento real”, destacou.

Outro ponto enfatizado foi a qualidade da merenda escolar, abastecida pela agricultura familiar e acompanhada por uma equipe de 4 a 5 nutricionistas que priorizam alimentos locais e regionais. Além disso, Polis ressaltou que a estrutura técnica de ensino da rede municipal é equiparada à dos melhores colégios particulares do Brasil, com sistema tecnológico integrado e ambientes seguros.

Cobrança por resultados e indicadores de qualidade

Apesar dos avanços, o prefeito foi enfático ao cobrar evolução contínua. Ele citou avaliações como o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e o IMERS (Índice Municipal de Educação do Rio Grande do Sul) como termômetros necessários para medir o desempenho da rede. Segundo Polis, Erechim figura sempre entre os 5 ou 3 primeiros colocados entre os municípios com mais de 50 mil habitantes no Estado.

“Por que nós investimos? Porque precisa ter resultado. Se tiver que, no final do ano, reavaliar direções de escolas, nós vamos fazer. O time tem que jogar e tem que ganhar. E, na educação, quem ganha é a cidade”, afirmou, em tom de alerta para direções e equipes pedagógicas.

O prefeito também exaltou a atuação da secretária municipal de Educação, Verenice Lipsch, e sua equipe, que mantêm vigilância constante sobre os indicadores. Ele reforçou a importância da parceria com o Instituto Federal (IF) , destacando que muitos alunos da rede municipal, oriundos de bairros como São Vicente de Paula, Progresso e Presidente Vargas, estão hoje no IF e na Universidade Federal, trilhando carreiras técnicas e acadêmicas.

“A educação é a nossa melhor matéria-prima para garantir o futuro da cidade. Essas crianças de hoje vão estar no mercado de trabalho amanhã. Quando um aluno consegue subir de vida pela educação, a régua da família inteira sobe. E aqui, em Erechim, todas as crianças têm vaga garantida. Mas não basta garantir a entrada; é preciso garantir a permanência, com ensino de qualidade, estrutura boa e professor bem remunerado”, concluiu.

A declaração do prefeito reforça o compromisso da gestão municipal com a educação pública, mas também acende um sinal de alerta para a necessidade de melhoria contínua – uma pauta que, segundo ele, não pode sair do centro das discussões administrativas.

Por: Edson Machado – Jornalismo 98